No dia 16 de julho de 2026, ocorreu a Mesa-Redonda de Escritoras e Escritores de Uberlândia, realizada pela Comissão de Promoção da Igualdade Racial e Verdade da Escravidão da OAB Uberlândia, em parceria com o Movimento Black Book, dentro do projeto “Escrevivências de Mulheres Negras: o direito de contar a própria história”.
A atividade foi realizada em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
O encontro promoveu o reconhecimento da escrita e da
produção cultural como instrumentos de liberdade, identidade, memória e
afirmação, reunindo escritoras do coletivo Black Book Udi para apresentar seus
trabalhos e compartilhar suas experiências.
Integrando a mesa ao lado de Maria Joana, Fernanda, Jessica
Rodovalho e outras escritoras do coletivo, Jimmy Rus participou como representante do Black Book Udi.
Sua participação ocorreu a partir de sua experiência como escritor e agente
cultural, contribuindo para o diálogo proposto pelo encontro e para a
valorização da literatura, da memória e da produção cultural negra na cidade.
Ao lado das escritoras convidadas, Jimmy integrou um espaço
de escuta, troca e reflexão sobre a importância de ocupar espaços de produção e
circulação de narrativas negras. Sua presença não se sobrepôs às escrevivências
das mulheres negras que protagonizaram o projeto, mas somou-se ao debate a
partir de sua própria trajetória e de sua atuação no coletivo Black Book Udi.
Importância da participação
Durante sua fala, Jimmy compartilhou experiências de vida e
refletiu sobre o processo de reconhecimento de sua própria identidade racial, especialmente
diante da classificação como pardo presente em seus documentos e registros
oficiais.
Para Jimmy, o reconhecimento de sua identidade como homem
negro foi um processo construído ao longo de sua trajetória, especialmente a
partir de seu envolvimento com a produção artística e cultural relacionada à
população negra. O contato com essas narrativas, experiências e espaços de
produção cultural contribuiu para que passasse a refletir de maneira mais
profunda sobre sua própria identidade.
Nesse processo, o autorreconhecimento tornou-se também uma
forma de afirmação pessoal. Mais do que a classificação presente em documentos,
a identificação como parte da população negra passou a ocupar um lugar
significativo em sua trajetória artística, cultural e pessoal.
A participação na mesa-redonda também marca um momento de
aproximação ainda maior entre sua produção artística e espaços de literatura,
memória, identidade, representação e produção cultural negra, ampliando uma
atuação que historicamente esteve ligada aos quadrinhos.
Serviço
Data: 16 de julho de 2026
Evento: Mesa-Redonda de Escritoras e Escritores de Uberlândia
Projeto: Escrevivências de Mulheres Negras: o direito de contar a
própria história
Realização: Comissão de Promoção da Igualdade Racial e Verdade da
Escravidão da OAB Uberlândia, em parceria com o Movimento Black Book

.jpeg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário