sábado, 18 de julho de 2026

Escrevivências de Mulheres Negras: o direito de contar a própria história

 


No dia 16 de julho de 2026, ocorreu a Mesa-Redonda de Escritoras e Escritores de Uberlândia, realizada pela Comissão de Promoção da Igualdade Racial e Verdade da Escravidão da OAB Uberlândia, em parceria com o Movimento Black Book, dentro do projeto “Escrevivências de Mulheres Negras: o direito de contar a própria história”.

Black Book Udia

A atividade foi realizada em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

O encontro promoveu o reconhecimento da escrita e da produção cultural como instrumentos de liberdade, identidade, memória e afirmação, reunindo escritoras do coletivo Black Book Udi para apresentar seus trabalhos e compartilhar suas experiências.

Integrando a mesa ao lado de Maria Joana, Fernanda, Jessica Rodovalho e outras escritoras do coletivo, Jimmy Rus  participou como representante do Black Book Udi. Sua participação ocorreu a partir de sua experiência como escritor e agente cultural, contribuindo para o diálogo proposto pelo encontro e para a valorização da literatura, da memória e da produção cultural negra na cidade.

Fernanda, Jimmy e Sandra


Ao lado das escritoras convidadas, Jimmy integrou um espaço de escuta, troca e reflexão sobre a importância de ocupar espaços de produção e circulação de narrativas negras. Sua presença não se sobrepôs às escrevivências das mulheres negras que protagonizaram o projeto, mas somou-se ao debate a partir de sua própria trajetória e de sua atuação no coletivo Black Book Udi.

Importância da participação

Durante sua fala, Jimmy compartilhou experiências de vida e refletiu sobre o processo de reconhecimento de sua própria identidade racial, especialmente diante da classificação como pardo presente em seus documentos e registros oficiais.

Para Jimmy, o reconhecimento de sua identidade como homem negro foi um processo construído ao longo de sua trajetória, especialmente a partir de seu envolvimento com a produção artística e cultural relacionada à população negra. O contato com essas narrativas, experiências e espaços de produção cultural contribuiu para que passasse a refletir de maneira mais profunda sobre sua própria identidade.

Nesse processo, o autorreconhecimento tornou-se também uma forma de afirmação pessoal. Mais do que a classificação presente em documentos, a identificação como parte da população negra passou a ocupar um lugar significativo em sua trajetória artística, cultural e pessoal.

A participação na mesa-redonda também marca um momento de aproximação ainda maior entre sua produção artística e espaços de literatura, memória, identidade, representação e produção cultural negra, ampliando uma atuação que historicamente esteve ligada aos quadrinhos.

Serviço

Data: 16 de julho de 2026
Evento: Mesa-Redonda de Escritoras e Escritores de Uberlândia
Projeto: Escrevivências de Mulheres Negras: o direito de contar a própria história
Realização: Comissão de Promoção da Igualdade Racial e Verdade da Escravidão da OAB Uberlândia, em parceria com o Movimento Black Book

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