domingo, 5 de abril de 2026

Jimmy Rus presente na Antologia Subsolo 2026 - Lançamento

Antologia Subsolo 2026 - Lançamento 


Jimmy Rus presente na Antologia Subsolo 2026 – Lançamento

A cena literária independente brasileira celebra um momento especial com o lançamento da Antologia Subsolo 2026 – 8ª edição anual, publicação da Editora Subsolo que, pela primeira vez, chega ao público em formato físico.

Após sete edições digitais lançadas entre 2019 e 2025, a coletânea ganha corpo no papel, consolidando-se como um importante registro da produção contemporânea de literatura.

Criada em Uberlândia/MG pelos editores Robisson Sete e Thiago Carvalho, a Antologia Subsolo nasce com a proposta de reunir, de forma acessível e democrática, poesias, prosas, quadrinhos e artes visuais de artistas de diferentes regiões do país, fortalecendo a produção independente.

Entre os nomes selecionados nesta edição está Jimmy Rus (Evânio B. Costa), que integra a publicação com o texto Tapera. A crônica dialoga com memória, tempo e abandono, ao abordar a situação de construções antigas e o trágico fim de algumas.

Mais do que um livro, o lançamento simboliza a força coletiva de artistas que constroem, de forma autônoma, novos caminhos para a literatura brasileira.

Você é nosso convidado para o lançamento.
Venha prestigiar, conhecer a obra de perto e celebrar a potência da produção independente.

 

sábado, 4 de abril de 2026

Baratas ou Boletos?

Baratas ou Boletos?
Por Jimmy Rus

A tira de humor Baratas ou Boletos produzida e publicada nesta semana parte de uma situação bastante familiar ao brasileiro: a convivência constante com os boletos.

Inserida no universo de Los Intelectuais, a tira traz os personagens Nina e Los em mais um recorte do cotidiano, explorando com humor uma realidade que, para muitos, oscila entre o absurdo e o inevitável. Quem já passou por essa situação sabe o quanto pode ser desolador lidar com a chegada constante de cobranças, que começam com as básicas, como água, internet e energia, e extrapolam para faturas de cartões, empréstimos e financiamentos, entre outros gastos.

Sem fugir do foco, a tira dialoga com um cenário mais amplo, envolvendo tensões geopolíticas e disputas econômicas, as quais parecem distantes, mas que indiretamente afetam o cidadão comum, como a crescente competição no sistema financeiro — caso do PIX frente a empresas como Mastercard e Visa — e as recentes tensões no Oriente Médio, com impactos no fluxo de petróleo após o bloqueio de rotas estratégicas relacionado ao contexto do Irã e ao aumento da tensão internacional provocado por Donald Trump, evidenciando como o macro se infiltra no cotidiano de forma cada vez mais direta.

Entre conflitos globais e pressões individuais, o cotidiano segue sendo atravessado por diferentes formas de tensão — e a pergunta que fica é: além das baratas, quem mais sobreviveria?

A proposta da tira é justamente transformar essa pressão — próxima ou distante — em riso ou reflexão, ainda que um riso meio amargo.

Publicada no Diário de Uberlândia em 02 de abril de 2026.


 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Venenosa & Cia – A Festa é uma obra conjunta do artista Jimmy Rus e do biólogo e roteirista Rubens J.S. Júnior (Biorider Jr.)

 



Lançada em 28 de março de 2026, na Livraria Plural, em Uberlândia/MG, a revista marca um momento importante na trajetória de Jimmy Rus, ampliando sua atuação como desenhista e autor no campo das histórias em quadrinhos.

Amigos de longa data, o projeto começou a ganhar forma entre 2021 e 2022, quando, em meio ao isolamento da pandemia, os dois retomaram o contato. A partir de conversas sobre as relações entre arte e ciência, passaram a desenvolver conjuntamente a série.


Jimmy Rus e Biorider      

Publicada no Instagram, em formato de tiras digitais e sem periodicidade definida, a série foi se estruturando aos poucos e ganhando seguidores de diferentes idades, que apoiaram e incentivaram a continuidade do trabalho.

Com o objetivo de levar a série para o formato impresso, os autores tiveram o projeto aprovado pela PNAB, viabilizando sua publicação em revista.

Na parceria, Biorider Jr. assina os roteiros, enquanto Jimmy Rus conduz a construção visual da narrativa. Seu desenho não apenas ilustra, mas estrutura o ritmo das tiras, define a expressividade dos personagens e sustenta o equilíbrio entre humor, ciência e cotidiano.


O traço de Jimmy se caracteriza pela busca por síntese gráfica e comunicação direta — também presente em sua tira autoral Los Intelectuais —, aproximando a obra do leitor ao mesmo tempo em que revela uma identidade autoral em consolidação.

A edição impressa de Venenosa & Cia – A Festa preserva o percurso criativo do artista, apresentando variações visuais dos personagens incorporadas como parte da linguagem da obra. Ao longo da leitura, Venenosa e Boicorá — duas falsas corais — se transformam conforme o desenvolvimento da narrativa e das referências biológicas que a sustentam.


Essa instabilidade visual dialoga com o próprio modo de produção da série, construída de forma fragmentada ao longo de cerca de dois anos. Nesse intervalo, o roteiro também se abriu à incorporação de elementos do cotidiano, incluindo acontecimentos repercutidos pela mídia, criando uma narrativa permeável ao tempo em que foi produzida.

Os personagens de Venenosa & Cia estão incorporados ao O.Q Comic Universe, termo criado por Jimmy Rus para representar a articulação entre suas criações autorais e projetos colaborativos, estabelecendo uma linha contínua entre diferentes frentes de sua produção em HQs.


Serviço: Revista Venenosa & Cia – A Festa

40 páginas, coloridas

Autores: Biorider Jr. e Jimmy Rus

ISBN: 978-65-01-87144-8

Valor: R$ 10,00 (Uberlândia/MG e Araguari/MG)

R$ 15,00 (demais localidades)

segunda-feira, 23 de março de 2026

Onde a Ciência e a Arte se Encontram no Cerrado


Onde a Ciência e a Arte se Encontram no Cerrado

Na próxima terça-feira, dia 24 de março, às 19h30, o Vozes do Cerrado recebe o biólogo @biorider e o cartunista @jimmyrus13 para um bate-papo imperdível. Vamos mergulhar no universo das serpentes e descobrir como esses animais fascinantes saíram do universo científico para ganhar vida e humor nas páginas da HQ Venenosa & Cia – A Festa.

Entenda como o rigor científico se aliou ao traço artístico para desmistificar a fauna peçonhenta e transformar o conhecimento biológico em uma narrativa visual única e acessível. Uma oportunidade exclusiva para conhecer os bastidores desse projeto independente que celebra a biodiversidade brasileira através dos quadrinhos.

Acompanhe nossa live e prepare suas perguntas sobre o fascinante mundo das serpentes e o processo de criação desta obra que une educação ambiental e entretenimento de alta qualidade.

Data: Terça-feira, 24 de março
Horário: 19h30
Onde: Vozes do Cerrado

#serpentes #hqsbrasileiras #divulgacaocientifica #cerrado #quadrinhosindependentes


 

domingo, 22 de março de 2026

HQ brasileira une ciência e humor e marca expansão de universo autoral independente

 

O biólogo Biorider e o cartunista Jimmy Rus anunciam o lançamento da revista Venenosa & Cia – A Festa, publicação que marca a transição do projeto do ambiente digital para o formato físico.

Criada a partir da parceria entre ciência e humor, a obra reúne tiras originalmente publicadas online e agora consolidadas em um álbum de 40 páginas, ampliando o alcance e a experiência narrativa da série.

Com roteiro de Biorider e desenvolvimento visual e direção estética de Jimmy Rus — responsável pela criação dos personagens e identidade gráfica da obra — a revista se insere no O.Q Comic Universe, universo autoral do artista, onde diferentes personagens e séries exploram, com humor e olhar crítico, as contradições do comportamento contemporâneo.

Ao unir narrativa, ciência e sátira, Venenosa & Cia – A Festa reafirma a proposta de Jimmy Rus de construir uma produção consistente, autoral e conectada com temas atuais, ampliando sua presença no cenário nacional de HQs.

A publicação integra o portfólio do selo O.Q Studio, criado em 2009 por Jimmy Rus e responsável também pela edição da Revista O.Q de Quadrinhos.

Diferente de outras publicações do artista, a obra tem como protagonistas duas falsas corais — Venenosa e Boicorá — que, de forma bem-humorada, apresentam informações sobre esses e outros animais.

A iniciativa conta com apoio de projeto aprovado em edital estadual (Minas Gerais), por Biorider, via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB – Ciclo 1) e amplia o alcance da obra criada em coautoria.

A chegada da obra ao formato físico marca o avanço de uma produção autoral que amplia seu espaço no cenário nacional de histórias em quadrinhos.

Serviço:
Lançamento da revista Venenosa & Cia – A Festa, 40 páginas, colorida.

Autores: Biorider Jr (Rubens J. S. Junior) e Jimmy Rus (Evânio B. Costa)

ISBN: 978-65-01-87144-8

Data: 28/03/2026 (sábado)

Horário: 14h às 16h

Local: Livraria Plural — Uberlândia/MG (Avenida Afrânio Rodrigues da Cunha, 121).

Pré-venda: R$10,00


sexta-feira, 20 de março de 2026

Astronauta

 


Astronauta
Por Jimmy Rus

A tira de humor Astronauta revisita um dos eixos centrais da produção de Jimmy Rus: a observação do comportamento humano a partir do distanciamento — físico e simbólico.

Inserido no universo de Los Intelectuais, onde já havia sido apresentado em situações que tensionam o absurdo e o cotidiano, o personagem reaparece, agora solitário, em nova tira publicada no Diário de Uberlândia (19/03/2026), oferecendo um olhar externo sobre o planeta Terra.

A Terra, vista à distância, preserva uma imagem idealizada de beleza e mistério. No entanto, ao aproximar o olhar, a narrativa revela outra face — um espaço atravessado por tensões e violência, onde a ganância e a disputa por poder colocam em risco não apenas o equilíbrio social e geopolítico, mas a própria continuidade da vida.

Sem recorrer a soluções simplistas, a tira insinua um impasse contemporâneo: a humanidade, capaz de feitos extraordinários, parece igualmente inclinada à autossabotagem. Nesse contexto, a ideia de paz deixa de operar como valor abstrato ou discurso utópico, assumindo um papel mais urgente — o de condição necessária para a sobrevivência do planeta e da espécie.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Venenosa&cia - O Desafio - Continuação

 

A Felícia ficou indignada ao ouvir que a sucuri não seria a maior serpente do mundo… E foi logo fazer o que qualquer um faria: pesquisar na internet!

E não é que ela encontrou o “registro” de uma parente com quase 15 metros, com vídeo e tudo?

Mas calma, amigo leitor: isso não passa de história de pescador — ou, em bom português, uma verdadeira fake news do campo.

Relatos que até podem partir de algo real, mas vêm cheios de comparações equivocadas, proporções irreais e uma boa dose de exagero… no fim, nada disso se sustenta cientificamente.

Na realidade, os maiores registros confiáveis de sucuris estão bem longe disso.

E a Felícia?


Já foi até dar entrevista… essa história ainda vai render!

Roteiro: @biorider. Arte: @jimmyrus13

Esclarecemos que esta obra não tem relação com a personagem homônima da Record TV do Brasil!

A @venenosaecia é um projeto conjunto da @herpetocerrado e da @o.qstudiun e faz parte do O.Q Comic Universe.


#cerrado #cobra #hq #quadrinhos #serpente

domingo, 15 de março de 2026

Revista O.Q de Quadrinhos amplia equipe e reforça diretoria executiva

 

A Revista O.Q de Quadrinhos anuncia a chegada da artista Gabriela Ferreira à sua equipe editorial. A artista passa a integrar a diretoria executiva, dividindo a função com o cartunista e editor Jimmy Rus, que atua como produtor executivo do projeto.

A ampliação da equipe marca um novo momento para a revista, que há mais de uma década atua incentivando a produção autoral, abrindo espaço para artistas iniciantes e veteranos ligados ao universo das histórias em quadrinhos.

Nascida em Teresópolis (RJ), Gabriela passou a infância e parte da adolescência em Niterói (RJ). Em 2006 mudou-se para Uberlândia (MG), cidade onde consolidou sua formação artística e iniciou sua trajetória no campo das artes visuais e dos quadrinhos.

Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 2015, Gabriela atua profissionalmente na produção de histórias em quadrinhos desde 2022. Atualmente publica a HQ “Terapia de Fantasma” nas plataformas Funktoon e Tapas (webcomics platform), além de produzir tirinhas autobiográficas divulgadas nas redes sociais.

Após publicar trabalhos nas páginas da Revista O.Q de Quadrinhos, a artista foi convidada a compor a equipe de diagramação do O.Q Studiun, desenvolvendo atividades editoriais junto a outros projetos conduzidos por Jimmy Rus. A partir dessa colaboração, Gabriela passou a integrar de forma mais direta o processo de produção e organização das publicações.

Entre suas contribuições recentes está a colaboração, ao lado de Jimmy Rus, no processo que levou a Revista O.Q de Quadrinhos nº11 à plataforma Kindle da Amazon.

Com sua entrada na diretoria executiva, Gabriela passa a colaborar diretamente na condução editorial e no desenvolvimento das próximas edições da revista, contribuindo com sua experiência artística e sua visão criativa para os rumos da Revista O.Q de Quadrinhos.


quinta-feira, 12 de março de 2026

Menina no Trilho

Menina no Trilho

Na tira de humor Menina no Trilho, Jimmy Rus volta nesta semana ao personagem Call Boy, que, ao lado do Xerife, segue em uma incursão pelo Oeste.

Em determinado momento da tira, um detalhe chama a atenção do leitor: uma placa onde se lê “Estrada desativada – Prazo de entrega: 15 anos”. A frase funciona como uma crítica direta às obras públicas que permanecem paradas por longos períodos e que, muitas vezes, só voltam a ser lembradas em anos eleitorais.

A tira foi publicada no jornal Diário de Uberlândia em um momento em que educadores do estado de Minas Gerais se encontram em greve, reivindicando melhores condições de trabalho e a recomposição de perdas salariais. Nesse contexto, o humor da tira ganha uma camada adicional de leitura ao dialogar com o cenário político e social.

Para quem acompanha a série iniciada com Call Boy, vale lembrar que o personagem e o Xerife estão no encalço de um prefeito que teria aumentado o próprio salário em 300%, elemento que reforça o tom satírico da narrativa. A situação pode ser lida como um eco das discussões recentes sobre remuneração no serviço público em Minas Gerais, especialmente diante do contraste entre reajustes concedidos a cargos políticos e as reivindicações apresentadas por áreas como educação e segurança pública.

A série protagonizada pelos personagens Call Boy e o Xerife funciona, assim, como uma sátira do cotidiano — e qualquer semelhança com a realidade, em alguns pontos da história, dificilmente será mera coincidência.


 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Trump Test

Trump Test - Tira de humor

Na tira de humor Trump Test, o cartunista Jimmy Rus constrói uma leitura geopolítica, fazendo uma crítica política por meio da sátira ao retratar um líder mundial que, diante de crises globais, age de forma aparentemente calculada, mas marcada por incoerências que expõem os riscos de decisões tomadas sob lógica estratégica excessivamente fria.

A metáfora sugere a condução de políticas externas como testes sucessivos, cujas consequências extrapolam previsões técnicas e impactam diretamente a estabilidade internacional.

A cena dialoga com a escalada de violência promovida por ações atribuídas a Donald Trump no início de 2026 com a captura de Nicolas Maduro, ameaças de anexação da Groenlândia, e mais recentemente, as operações militares que ocasionaram a morte do líder Ali Khamenei no Irã, causando instabilidade no Oriente Médio e sinalizando uma possível crise no abastecimento de petróleo para o mundo. Diante disso tudo fica a pergunta: Até que ponto essas ações estão realmente sob controle, não causando instabilidade ou mesmo uma tão temida terceira Guerra Mundial?

Como o próprio título indica, Trump Test propõe uma reflexão simbólica sobre decisões políticas que muitos analistas consideram arriscadas e potencialmente desestabilizadoras. A tira de humor amplia o debate e convida o leitor a estabelecer conexões entre humor, poder e responsabilidade global, deixando-nos uma pergunta: Diante de líderes que conduzem a política global como um experimento estratégico, sem considerar plenamente suas consequências, que futuro nos espera?

O trabalho foi publicado em 05/03/2026 no Diário de Uberlândia, e está disponível na versão e-book e impressa do jornal.

https://diariodeuberlandia.com.br/arquivos/assinaturas/2742/69a8bc7017218.pdf


 

terça-feira, 3 de março de 2026

Cartunista do Triângulo Mineiro é selecionado em edital nacional da ARTIGO 19 Brasil sobre a Amazônia

 O cartunista e quadrinista Jimmy Rus (Evânio B. Costa), de Uberlândia (MG), é um dos 19 artistas selecionados no edital nacional “Arte, Amazônia e seus Povos – A Amazônia é agora! A Amazônia somos nós!”, promovido pela ARTIGO 19 Brasil, organização internacional de direitos humanos reconhecida por sua atuação em defesa da liberdade de expressão e da democracia. 

A chamada reuniu artistas de diferentes regiões do país com obras voltadas a temas como sustentabilidade, povos originários, biodiversidade e crise climática, em diálogo direto com os debates que ganharam centralidade no Brasil com a realização da COP 30 em 2025. 

Ao todo, 19 artistas foram selecionados nas linguagens de ilustração, charge, cartum e fotografia. Jimmy integra a seleção com a charge “Marco Temporal”, obra que propõe uma reflexão crítica sobre os conflitos envolvendo questões indígenas no Brasil contemporâneo e as disputas jurídicas e políticas em torno da tese do Marco Temporal. 

A pergunta lançada pela charge é direta: quem são, afinal, os verdadeiros “donos” das terras brasileiras? Ao abordar um dos temas mais sensíveis do debate contemporâneo, a obra reafirma o papel do humor gráfico como linguagem capaz de provocar reflexão pública em contextos de alta tensão política e social. 

Todas as obras selecionadas serão exibidas em exposição virtual e compartilhadas nas redes da ARTIGO 19 Brasil e parceiros sob licença Creative Commons, garantindo ampla circulação. 

Jimmy é o único artista do Triângulo Mineiro entre os selecionados. O resultado do edital foi divulgado em fevereiro de 2026.

 A seleção faz com que a arte produzida em Uberlândia dialogue diretamente com temas que mobilizam o país e a comunidade internacional. 

Para o artista, a premiação representa reconhecimento individual, amadurecimento artístico e valorização da produção autoral realizada fora dos grandes centros culturais: 

“É significativo ver o trabalho com o humor gráfico alcançar reconhecimento nacional. As histórias em quadrinhos têm potência para ampliar vozes e provocar reflexão sobre temas urgentes como a Amazônia e os direitos dos povos indígenas, e minha arte está a este serviço.” 

Atuando há mais de duas décadas como autor de histórias em quadrinhos e humor gráfico, Jimmy Rus desenvolve trabalhos marcados pela crítica social e política. 

A seleção em um edital nacional de direitos humanos insere sua produção no circuito brasileiro de debates contemporâneos sobre democracia, território e sustentabilidade. 

Mais informações:https://artigo19.org/2026/02/16/resultado-edital-arte-amazonia-e-seus-povos/

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Dengue – Tira de Humor

Publicada hoje no Diário de Uberlândia, a tira Los Intelectuais retoma um tema que insiste em voltar ao cotidiano brasileiro: a dengue. Los e Nina entram novamente no combate ao mosquito.

 É a segunda vez que a dupla encara o assunto em 2026 — sinal de que certos inimigos são mais persistentes do que deveriam. Quem acompanha a tira sabe que o “Fúúú!” de Nina raramente é apenas heroico: há sempre mais travessura do que altruísmo.

No universo de Los Intelectuais, o perigo, assim como a dengue, pode vir tanto de fora quanto de dentro de casa. Fica a pergunta: o que seria de Los sem o dragão que o atormenta — e, ao mesmo tempo, o mantém vivo?


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O pequeno Trump

 


Exercer o ofício de cartunista é algo próximo ao papel de um xamã nas cavernas pré-históricas: alguém encarregado de interpretar os sinais invisíveis do mundo e devolvê-los à comunidade sob a forma de imagens.

É a partir dessa perspectiva que produzimos dentro da tira Los Intelectuais a série Estranhos Contos da Corte, onde a sátira funciona como instrumento de leitura política. Na tira “Venezuela Livre”, publicada em janeiro de 2026 em nossas redes, e que gerou certa repercussão, abordamos os interesses nada ocultos que orbitam a intervenção norte-americana na Venezuela. Indo além do que discursos oficiais noticiaram sobre defesa da democracia, combate ao narcotráfico ou segurança internacional, o que se impõe é a disputa por recursos — em especial o petróleo.

Agora em fevereiro, voltamos ao tema Trump — e esta não será a última vez -  ao produzir a tira O Pequeno Trump, onde optamos por recuar no tempo e observar a infância do personagem, como se ali já estivessem inscritos os gestos do adulto.

A tira, que foi publicada hoje no Diário de Uberlândia, não busca explicar o presente, mas sugerir que certas formas de poder nascem muito antes de chegarem ao palco da história.

O bebê antecipa o estadista. E, como toda caricatura, talvez diga menos sobre a infância de um homem e mais sobre a maturidade do mundo que o produziu, o elevou ao cargo que hoje ocupa e principalmente, o sustenta.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Respeita as Mina

Tira: Respeita as Mina

 A tira de hoje aborda um problema recorrente no Carnaval: o desrespeito às mulheres. Em um contexto de aumento dos casos de feminicídio e de violência de gênero, o tema não poderia passar em branco.

 Como cartunista, acredito na arte e a uso como ferramenta de reflexão e enfrentamento da violência. Por isso, publicamos hoje no Diário de Uberlândia esta tira com Mulher-Maravilha, Arlequina e nossa personagem Nina, reforçando um recado simples, porém necessário para foliões e não foliões: 

Não importa a fantasia. Não é não. Respeita as minas — no Carnaval e fora dele.


 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Agente Secreto e as lições sobre Produção e Circulação


Por Jimmy Rus (Artista, produtor cultural e editor)*

O filme O Agente Secreto nos traz lições extremamente importantes — lições que muitas vezes são ignoradas ou pouco compreendidas nos setores artísticos, especialmente quando o assunto envolve fomento e produção de obras.

A produção de uma obra exige planejamento e a criação de condições concretas para que ela se torne possível. Nessa etapa, muitos produtores precisam responder à pergunta fundamental: como fazer?

As condições de trabalho — como tempo disponível, recursos financeiros e apoio institucional ou independente — impactam diretamente a produção de uma obra. Em muitos casos, o artista ou produtor recorre a leis de fomento para viabilizar essa etapa do processo.

Analisemos, por exemplo, a produção de um livro realizado por meio de leis de fomento. Uma obra literária passa por várias mãos, e não apenas pela do escritor. Dependendo do porte e da complexidade do projeto, sua produção pode envolver:

Produtor executivo

Revisor ortográfico

Ilustrador

Designer gráfico

Gráfica para impressão

Serviços contábeis

Gastos com materiais administrativos e de produção

Coquetel de lançamento

Meses de trabalho contínuo

Com a obra finalizada, surge um desafio comum a artistas de diferentes áreas: fazer a obra circular. A circulação de uma obra envolve diversos fatores, entre os quais podemos enumerar:

A existência ou não de espaços e canais de difusão (galerias, museus, ruas, editoras, mídias digitais e redes sociais)

A presença de agentes mediadores (curadores, editores, produtores culturais, críticos e imprensa)

Os diferentes formatos de apresentação e distribuição (exposições, publicações impressas, plataformas online e eventos)

O alcance do público e os modos de recepção e leitura da obra

A circulação trata, portanto, de onde, para quem e de que forma a obra chega ao público. No caso do filme O Agente Secreto, isso ficou evidente devido à grande repercussão que obteve. A partir de informações divulgadas pelo G1 e por outros canais de informação, observa-se que o projeto foi concebido considerando não apenas os custos de produção, mas também os gastos relacionados à circulação e à exibição do filme.

O orçamento total de produção foi estimado em cerca de R$ 27,1 milhões, e o filme contou com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio da Ancine, com um aporte de R$ 7,5 milhões da parte brasileira, além de coproduções internacionais envolvendo Alemanha, França e Holanda.

A circulação e a comercialização do filme custaram cerca de R$ 4 milhões, dos quais o Fundo contribuiu com uma parte, enquanto aproximadamente R$ 3 milhões foram viabilizados por meio da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio, recebendo em troca até 6% de isenção fiscal.

Ao analisar esses dados de O Agente Secreto, chegamos à conclusão de que o projeto — e não apenas o filme em si — foi concebido de forma completa, e não como uma etapa isolada, resultando em uma película a ser engavetada e esquecida.

A lição que fica para cada produtor cultural ou artista é clara: produzir é necessário, mas circular é essencial. As condições físicas e materiais para que a obra chegue ao público precisam ser pensadas e planejadas desde a fase inicial do projeto. Esse planejamento é responsabilidade do artista ou do produtor cultural e, mais do que uma questão de coerência, implica responsabilidade com o dinheiro público.


* Texto originalmente publicado como reflexão sobre produção e circulação cultural.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Uma vaca no oeste - Call Boy

  

Tira de humor: Uma vaca no oeste - Call Boy

Mas será possível? Nosso heroico Call ao procurar leite na cidade para levar em sua viagem e não encontrar bolou uma solução inusitada  que quase enlouqueceu o xerife: Sim, ele comprou uma vaca!

Call Boy é uma tira de humor criada e desenvolvida por nos, que após alguns anos mantendo o personagem na gaveta a publicamos pela primeira vez em 2019 no jornal Diário de Uberlândia.

O personagem que estava novamente na gaveta voltou a ativa, agora com uma nova vertente, sendo publicado ao menos uma vez por mês nas páginas do Diário. Hoje foi um desses dia. Segue abaixo um plint da página. 

Pagina publicada no Diário de Uberlândia

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A Revista O.Q de Quadrinhos nº 12 precisa de você!

 



Há mais de 15 anos incentivando sonhos e abrindo espaço para novos artistas, a O.Q de Quadrinhos segue fortalecendo a produção independente de HQs.
Apoie essa iniciativa, faça parte dessa história e ajude a tornar a próxima edição realidade.

 Contribua agora pelo Catarse:
https://www.catarse.me/revista_o_q_de_quadrinhos_n_12_859c?ref=project_link

Balanço de janeiro: de publicações na imprensa a eventos de HQs

O mês de janeiro esteve longe de ser monótono para o artista Jimmy Rus. O ano teve início com a publicação da crônica “Tapera”, na Antologia Subsolo 2026, já no primeiro dia de janeiro. Atuando também como cartunista, Jimmy manteve produção contínua ao longo de todo o mês, com publicações no Diário de Uberlândia — todas as quintas-feiras — e em suas redes sociais, onde divulgou charges e tiras de humor das séries Los Intelectuais, Call Boy e Venenosa & Cia.

O artista também participou de atividades promovidas pela ALU – Academia de Letras de Uberlândia, que deu início à sua programação de 2026.

Jimmy e Gabriela

O encerramento do mês ficou por conta do Udia HQ – Mostra de Quadrinhos de Uberlândia, realizada entre os dias 29 e 31 de janeiro, em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro). A data, que homenageia a produção de histórias em quadrinhos brasileiras e busca a valorização dessa linguagem artística e de seus criadores, vem ganhando cada vez mais visibilidade, superando um histórico de desvalorização e preconceito, e consolidando seu espaço entre as manifestações culturais de Uberlândia, por meio de exposições, palestras, oficinas e feira de produtos relacionados ao universo dos Quadrinhos.

João Agreli e Jimmy

Dentro dessa perspectiva, ações formativas como as oficinas de HQs cumprem papel fundamental na formação e renovação de público e no incentivo à leitura. Durante o evento, Jimmy Rus e Gabriela Ferreira ministraram uma oficina de histórias em quadrinhos na Biblioteca do bairro Roosevelt. Realizada das 9h às 11h, a atividade reuniu 18 crianças e adolescentes, que tiveram contato prático com técnicas básicas da linguagem dos quadrinhos.

Jimmy e Max Andrade

Um dos momentos mais representativos do poder de união do Udia HQ 2026 pôde ser observado na feira de encerramento, realizada em 30 de janeiro de 2026, que reuniu Jimmy Rus (Revistas O.Q de Quadrinhos), João Agreli (Bio HQ), Rosemario (Meia Cura), Getulio (Enxurrada) e o quadrinista Max Andrade, nome consolidado da produção de quadrinhos em Uberlândia.

A presença de Jimmy e de outros artistas evidencia que o evento vem se consolidando como um espaço efetivo de convergência entre diferentes perfis de quadrinistas em atuação na cena local, reunindo agentes que atuam em frentes complementares da cadeia produtiva dos quadrinhos, fortalecendo a produção local e contribuindo de forma contínua para a consolidação da cena de HQs na cidade.

Jimmy segue atuante no mês de fevereiro e sua produção artística pode ser vista e acompanhada no Diário de Uberlândia.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

No Dia Nacional das HQs, informação também entra em cena

  No Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, a informação entra em cena nesta tira de humor, publicada ontem (29/01/2026) no Diário de Uberlândia e que hoje, 30 de janeiro de 2026, trazemos em nosso blog.

Não se trata apenas de comemorar o Dia Quadrinho Nacional , mas de apresentar outras vertentes da produção de HQs, que não se limitam ao entretenimento. Vale frisar que a data, celebrada em 30 de janeiro, foi definida em homenagem a Ângelo Agostini, artista pioneiro que utilizou seu traço e seu humor para retratar criticamente a sociedade de sua época.

Tentando seguir os passos do mestre, esta não é a primeira — e não será a última — vez em que abordamos a dengue. Como a doença se torna, ano após ano, um caso recorrente de alerta em saúde pública, retornamos em 2026 ao tema, utilizando as HQs como aliadas da informação e da prevenção. Isso porque já está mais do que comprovado que pequenas ações cotidianas fazem a diferença no combate à dengue, algo que nossos personagens Los e Nina apresentam nesta tira.

Informação também é prevenção.

E você, já fez sua lista de prioridades para o começo do ano?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

COMUNICADO OFICIAL – Revista esgotada - Edição nº 01 se despede das prateleiras e entra para a história do projeto

 


O O.Q Studiun informa, com um misto de orgulho e saudade, que os exemplares da Revista O.Q de Quadrinhos nº 01 estão oficialmente esgotados.

Lançada em 2009, com tiragem de 1.000 exemplares, a edição nº 01 nos acompanhou até 2026 e marcou o nascimento de um projeto que, ao longo dos anos, se consolidou como espaço de incentivo à produção independente de Histórias em Quadrinhos na cidade de Uberlândia e contribuiu na formação de novos artistas. A capa histórica da revista é assinada pelo artista Rainer Petter, tornando esta edição ainda mais simbólica para a trajetória do O.Q de Quadrinhos.

Atualmente, resta apenas uma quantidade mínima de exemplares, mantida pelo O.Q Studiun como reserva técnica, destinada exclusivamente a projetos institucionais e ações culturais. Desses, 10 exemplares foram destinados à campanha do Catarse da Revista O.Q de Quadrinhos nº 12, como forma de celebrar e conectar diferentes momentos da história da publicação. Segue link da campanha:

https://www.catarse.me/revista_o_q_de_quadrinhos_n_12_859c?ref=project_link

Em razão do esgotamento, informamos que a Revista O.Q de Quadrinhos nº 01 não estará mais presente em feiras, eventos ou ações de venda, passando a integrar definitivamente nosso acervo histórico.

Além da edição 01, outra se aproxima de esgotar: a Revista O.Q de Quadrinhos nº 08 (2022), cuja capa é assinada por Jimmy Rus. Os demais números da Revista O.Q de Quadrinhos seguem sendo comercializados normalmente, tanto em feiras e eventos quanto por meio dos canais oficiais do O.Q Studiun.

Agradecemos a todos que, desde 2009, fizeram parte dessa caminhada. Cada exemplar que encontrou um leitor ajudou a construir a história que seguimos escrevendo até hoje.

O.Q Studiun by Jimmy Rus
Incentivando sonhos e produzindo HQs.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Reta final para o Udia HQ 2026

Estamos chegando à reta final para o Udia HQ 2026, que ocorrerá entre os dias 29 e 31 de janeiro de 2026, e nosso editor Jimmy Rus esteve presente em mais uma reunião da comissão organizadora do evento (ver foto abaixo)


Representando o Setorial de Artes Visuais e Histórias em Quadrinhos, que desde a primeira edição do evento articula e participa ativamente das ações, a reunião ocorreu nesta sexta, 23/01/2026, na sala de reuniões do Centro Cultural de Uberlândia/MG.

O Udia HQ entra no seu quarto ano, se consolidando como um importante momento de troca e encontro entre quadrinistas da cidade  e mantém em sua programação oficinas que atuam diretamente na formação de público para a 9ª Arte, além de exposições, palestras e apresentações audiovisuais. O encerramento ocorre em grande estilo no dia 31 de janeiro, com a realização da feira, voltada para a produção independente de HQs.

Fique atento: a programação completa do evento pode ser acessada em @udiahq, no Instagram.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

2026 já deu o que tinha de dar.


2026 já deu o que tinha de dar.

A frase parece estranha, principalmente se considerarmos que acabamos de ultrapassar a primeira quinzena de janeiro, mas nosso personagem Los já está farto do ano.

Será que Nina conseguirá trazê-lo à razão? Dê seu palpite.

Tira publicada em 22/01/2026 no Diário de Uberlândia (versão digital e impressa).


 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Às vésperas do Dia Nacional das HQs, oficina marca o início do Udia HQ 2026

 

Oficina de HQs com Jimmy Rus e Gabriela Ferreira

Venha descobrir quem somos e se inscreva na Oficina de HQs que será realizada na manhã do dia 29/01/2026, no bairro Roosevelt. A atividade abre as ações do Udia HQ 2026 e acontecerá das 9h às 11h, na biblioteca do bairro, um dia antes do Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos.


Gabriela Ferreira (Gabsy)

Antes, conheça um pouco sobre Gabriela Ferreira e Jimmy Rus, os artistas que ministrarão esta oficina voltada para crianças e adolescentes (adultos também podem participar), dentro da programação do evento. Jimmy atua no Udia HQ desde a primeira edição, sendo um dos cofundadores do evento, ao lado do Setorial de Artes Visuais e HQs e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Uberlândia. Gabriela, por sua vez, participa pela primeira vez como artista ministrando oficinas no evento.

A parceria entre os artistas já existe há algum tempo, pois Gabriela vem participando das edições da Revista O.Q de Quadrinhos dos últimos anos. Atualmente, ambos têm realizado atividades em conjunto, o que não inviabiliza suas produções individuais. Enquanto Gabriela produz a tira Terapia de Fantasma, Jimmy produz a tira de humor Los Intelectuais.

Jimmy Rus

Portanto, experiência é o que não falta, e ambos irão compartilhar um pouco do que sabem nesta oficina, que vai ao encontro do trabalho de formação de público desenvolvido por Jimmy Rus. A atividade no Udia HQ também marca o retorno das ações formativas de Jimmy em 2026, com a realização de outras oficinas ao longo do ano.

Mas corram, pois as vagas estão se esgotando.

Inscrição pelo link:

Udia HQ 2026 contará, além das oficinas, com mostras, palestras e exposições, encerrando-se com uma feira no dia 31/01/2026, no Centro Cultural de Uberlândia, que reunirá diversos quadrinistas independentes locais.

Acesse a página @udiahq no Instagram e confira a programação completa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Agente Secreto e a desinformação sobre a Lei Rouanet

 O Agente Secreto e a desinformação sobre a Lei Rouanet

Por Jimmy Rus (Evânio B. Costa)


O filme O Agente secreto tem muito a nos ensinar sobre Leis de fomento a cultura no Brasil. O filme, para desespero de alguns que vivem da disseminação de desinformação, não foi produzido via Lei Rouanet.

A Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) é um mecanismo de incentivo fiscal criado no Brasil no ano de 1991 que permite que empresas e pessoas físicas invistam em projetos culturais aprovados pelo governo, recebendo abatimento no Imposto de Renda devido, funcionando com renúncia fiscal do governo, incentivando a cultura através de patrocínios. 

Nesta lei, deferente do que muitos pensam, não e o governo quem seleciona os projetos patrocinados. Como a base do programa e a renúncia fiscal, o governo deixa a cargo das empresas escolherem a quem patrocinar, e esse talvez seja o calcanhar de Aquiles da Lei Rouanet.

O governo federal, recebe os projetos, analisa e autoriza a captação. Com essa autorização, cabe ao proponente buscar o patrocinador (empresa) que aderiu a renúncia fiscal para lhe patrocinar e fica a critério desta, escolher qual projeto apoiar ou não apoiar.

Quem se beneficia desse processo?  Artistas, produtores e instituições culturais (como proponentes); Público em geral, que tem acesso a mais eventos e produções culturais; a  Economia, gerando retorno financeiro em diversas atividades econômicas direta ou indiretamente ligadas a produção e fornecimento de insumos e mão de obra para a produção dos projetos Culturais.

Mas voltemos ao Agente Secreto. Segundo a Ancine por meio de reportagens do Bem Paraná e UOL, o orçamento total de “O Agente Secreto” foi de cerca de R$ 27 milhões, dos quais R$ 7,5 milhões vieram do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o restante foi financiado por investimentos privados e coproduções internacionais (França, Alemanha e Holanda). A produção não contou com financiamento pela Lei Rouanet.

O FSA é um fundo público de investimento direto, gerido no âmbito do audiovisual, e não faz parte da Lei Rouanet. Enquanto essa última segue o fluxo Incentivo fiscal/ Renúncia/ Escolha do patrocinador privado o FSA funciona como um fundo de investimento publico direto, via editais e chamadas públicas.

Fica assim desvendado o orçamento nada secreto que gerou o filme.

Fonte:

https://www.em.com.br/cultura/2026/01/7331179-saiba-se-o-agente-secreto-teve-recurso-da-lei-rouanet.html?utm_source=chatgpt.co acessado em 18/01/2026

https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/12/entenda-a-lei-rouanet-que-voltou-ao-debate-nas-redes-apos-vitoria-de-o-agente-secreto-no-globo-de-ouro.ghtml acessado em 18/01/2026

BRASIL. Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991. Institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 24 dez. 1991. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm.  Acesso em: 18 jan. 2026.


domingo, 18 de janeiro de 2026

Venenosa&cia - O Desafio - Parte 04

 

O Desafio - Parte 04

Se você aprecia humor ácido, crítica afiada e personagens cheios de personalidade, vale a leitura. Acesse a página Venenosa&cia e confira a Tira de Humor, produzida por Jimmy Rus, com roteiro de Biorider Jr.

O tema central da tira, que surgiu entre 2022/23, gira em torno dos personagens Venenosa e Boicorá, duas falsas corais cujas “línguas venenosas” funcionam como metáfora para o humor ácido, o sarcasmo e a ironia presentes nas narrativas. As protagonistas contracenam com outros personagens — todos serpentes presentes no Cerrado brasileiro.

Por meio dessa abordagem, o projeto articula arte e ciência, utilizando o humor gráfico como ferramenta de comunicação e conscientização, com foco na preservação da espécie e na desmistificação de percepções equivocadas sobre esses animais.

Siga a página e acompanhe também aqui a nova série chamada O Desafio — uma história que dialoga diretamente com os dilemas do nosso tempo e as interações em redes sociais.

Roteiro: Biorider Jr
Arte: Jimmy Rus
Produção: O.Q Studiun e Herpeto Cerrado


Página Instagram: @Venenosa&cia

sábado, 17 de janeiro de 2026

ALU 2026 – Encontros que fortalecem ideias


Reunimo-nos não apenas para cumprir um rito institucional, mas para celebrar a força viva da literatura, da cultura e do pensamento que nos une.

Foi com esse espírito que, no dia 15 de janeiro de 2026, demos um passo importante na construção do que acreditamos: encontros que fortalecem ideias, aproximam pessoas e transformam projetos em caminhos possíveis. Nesta data, no Pirâmide Boulevard, ocorreu o primeiro encontro do ano entre a diretoria e os novos acadêmicos da Academia de Letras de Uberlândia – ALU.


Ainda que de caráter informal — já que a posse oficial acontecerá no mês de fevereiro —, o encontro foi marcado pelo acolhimento e pela troca genuína, onde trajetórias distintas se cruzaram em torno de objetivos comuns. Entre os presentes, estiveram membros da diretoria da ALU e os novos acadêmicos, entre eles Jimmy Rus , que atualmente integra a vice-presidência da instituição.

Cada novo acadêmico chega somando repertório, visão e energia — elementos essenciais para manter viva a dinâmica de crescimento que buscamos.

Seguimos acreditando que é no encontro que as ideias ganham corpo. E este foi apenas o primeiro de muitos.

Um viva a Literatura e a Academia de Letras de Uberlândia.



 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Oficina de HQs com Jimmy Rus e Gabriela Ferreira no Udia HQ 2026

 


 Essa uma das oportunidade para aprender ou aprimorar suas habilidades, criando sua própria história em quadrinhos, com Jimmy Rus e Gabriela Ferreira.

A oficina faz parte da programação do Udia HQ 2026, uma parceria entre Setorial de Artes Visuais e Histórias em Quadrinhos e a Secretaria municipal de Cultura e Turismo de Uberlândia e tem como objetivo comemorar o dia Nacional das História em Quadrinhos (30 de janeiro).

📆 29/01/2026 (quinta-feira)

⏰ 9 às 11h00 

📌 Biblioteca do Bairro Roosevelt (Av. Cesário Crosara, 2624)

A partir de 9 anos | Inscrição pelo link:

http://bit.ly/udiahq26

Atividade gratuita | Vagas limitadas!* 


*A inscrição será confirmada a partir de contato informado no ato da inscrição.


Vem fazer história.

Queijo no Oeste?

Queijo no Oeste?

Esta semana voltamos com a tira de humor Call Boy, dando sequência à série retomada em 2025. A história se passa em um “Oeste do impossível”, que se afasta deliberadamente da ideia de faroeste clássico, marcado por códigos rígidos, estereótipos e arquétipos já cristalizados.

Nesse universo, só o improvável faz sentido — como um cowboy que só bebe leite e um duelo decidido no par ou ímpar.

Acompanhe os dilemas de nosso herói Call e do Xerife em suas aventuras.

A tira está sendo publicada em nossas redes e no Diário de Uberlândia, intercalada com a produção da tira de humor Los Intelectuais.

Acompanhe nossas redes e aventure-se por esse universo improvável.


 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Udia HQ 2026 - Mostra de Quadrinhos de Uberlândia - 29 a 31 de janeiro de 2026

 


MARQUE NA AGENDA!
Vem aí o UDIA HQ 2026 – Mostra de Quadrinhos de Uberlândia.

O evento que surgiu de uma iniciativa entre sociedade civil, setorial de Artes Visuais e HQS e  Secretaria Municipal de Cultura, chega ao seu 4º ano e trás:

* oficinas
* palestra
* exposições com obras de quadrinistas locais
* mostra audiovisual
* feira com a presença de quadrinistas independente e seus vários produtos ligados ao universo das Histórias em Quadrinhos.

A iniciativa surgiu em comemoração ao DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM  QUADRINHO  e vem se consolidando nos últimos anos como um momento de encontro de artistas e produtores de HQs da cidade de Uberlândia.

No evento nos do O.Q Studiun, marcaremos presença com nosso editor e produtor Jimmy Rus, que além de fazer parte da comissão organizadora e um dos coidealizadores do evento e nesta edição (assim como nas anteriores) representa o Setorial de Artes Visuais e Histórias em Quadrinhos. Jimmy ainda estará presente na feira com a revista O.Q de Quadrinhos e ministrará uma das oficinas.

Será um momento de encontro e trocas, onde quem produz HQ na cidade de Uberlândia tem a oportunidade de mostrar seu trabalho.

Então marque em sua agenda e aguardem. Em breve teremos mais novidades sobre a programação.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Vai dar verdão?

 

Tira: Uberlândia x Tombense
O jogo que ocorre em 10/01/2026 marca o inicio do campeonato mineiro e os timos Uberlândia e Tombense se enfrentam no Parque do Sabia na cidade de Uberlândia.
A tira foi publicada ontem (08/01/2026) no jornal Diário de Uberlândia, já na expectativa: Vai dar verdão? 
Como uberlandense não podemos torcer contra, então para nos vai sim. Mas a resposta real só amanhã. 
Boa sorte ao time do verdão, que a temporada seja de muitos gol!


domingo, 4 de janeiro de 2026

Venezuela Livre

 


Charge: Venezuela Livre 

 Publicado em 04/01/2026   

As vezes tentamos ser neutros, não nos envolver, mas há fatos que não permitem neutralidade. O ataque a soberania venezuelana e algo que não pode ser considerado um fato banal.

Analisando o discurso americano para se autoproclamar “bússola moral do mundo”, vemos que primeiro usaram o discurso de combate ao comunismo. Depois combate ao Terrorismo. Agora usam o discurso de combate ao narcotráfico. O padrão é o mesmo e com esses discursos sucessivos governos norte-americanos interferem em diferentes países (não apenas na América Latina). 

Desta vez foi Nicolas Maduro, presidente da Venezuela. E as motivações ficam evidentes horas depois no discurso de Donald Trump. O interesse americano na Venezuela não é o povo venezuelano, não é o regime democrático, mas sim o petróleo (lembrando os desavisados que a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta).

 Voltamos ao expansionismo do século XV. A diferença e que agora não se usam caravelas, e o produto não é pau brasil ou ouro, e Trump não esconde de ninguém seu interesse expansionista. Já sinalizou interesse em áreas do Canada. Efetivou o ataque a Venezuela e a próxima estrela na bandeira americana pode ser a Groelândia.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Adeus ano velho, feliz ano...

Adeus ano velho, feliz ano...
Por Jimmy Rus
No dia 1º de janeiro de 2026 (quinta-feira), a tira Los Intelectuais - Adeus ano velho, feliz ano... foi publicada no Diário de Uberlândia, abrindo os trabalhos de 2026.
 Abrir o ano com esse material no jornal tem um significado especial para nós, que pela primeira vez (nos corrijam se estivermos mentindo) sentimos que apresentamos um trabalho consistente e digno da passagem de ano, onde se projetam expectativas e promessas.
Essa publicação tensionar, de forma mais direta, o cenário político e social que atravessamos e o saldo que o ano de 2025 passa a 2026, um ano com uma série de desafios e eventos como Copa do Mundo de futebol masculino e as eleições presidenciais no Brasil. Mas que também, chega com corte de verba das universidades públicas e um aumento no mínimo escandaloso (no conjunto dos atos) do fundo eleitoral aprovado no apagar das luzes pelo Congresso Nacional.
Ver esse conteúdo circulando no impresso e digital do Diário de Uberlândia em uma data tão significativa e simbólica como o primeiro dia do ano reforça a importância de manter o cartum, a charge e as tiras de humor como espaço de reflexão e registro social. Sempre foi assim, para nós que optamos por atuar com a produção gráfica, virar as costas a esse legado e no mínimo não fazer jus a artistas como Ângelo Agostini, Will Eisner e Ziraldo – Pioneiro e mestres sucessivamente da 9ª arte- e cujo trabalho e trajetória muito nos inspiram.
Seguimos desenhando, observando e insistindo.