quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Respeita as Mina

Tira: Respeita as Mina

 A tira de hoje aborda um problema recorrente no Carnaval: o desrespeito às mulheres. Em um contexto de aumento dos casos de feminicídio e de violência de gênero, o tema não poderia passar em branco.

 Como cartunista, acredito na arte e a uso como ferramenta de reflexão e enfrentamento da violência. Por isso, publicamos hoje no Diário de Uberlândia esta tira com Mulher-Maravilha, Arlequina e nossa personagem Nina, reforçando um recado simples, porém necessário para foliões e não foliões: 

Não importa a fantasia. Não é não. Respeita as minas — no Carnaval e fora dele.


 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Agente Secreto e as lições sobre Produção e Circulação


Por Jimmy Rus (Artista, produtor cultural e editor)*

O filme O Agente Secreto nos traz lições extremamente importantes — lições que muitas vezes são ignoradas ou pouco compreendidas nos setores artísticos, especialmente quando o assunto envolve fomento e produção de obras.

A produção de uma obra exige planejamento e a criação de condições concretas para que ela se torne possível. Nessa etapa, muitos produtores precisam responder à pergunta fundamental: como fazer?

As condições de trabalho — como tempo disponível, recursos financeiros e apoio institucional ou independente — impactam diretamente a produção de uma obra. Em muitos casos, o artista ou produtor recorre a leis de fomento para viabilizar essa etapa do processo.

Analisemos, por exemplo, a produção de um livro realizado por meio de leis de fomento. Uma obra literária passa por várias mãos, e não apenas pela do escritor. Dependendo do porte e da complexidade do projeto, sua produção pode envolver:

Produtor executivo

Revisor ortográfico

Ilustrador

Designer gráfico

Gráfica para impressão

Serviços contábeis

Gastos com materiais administrativos e de produção

Coquetel de lançamento

Meses de trabalho contínuo

Com a obra finalizada, surge um desafio comum a artistas de diferentes áreas: fazer a obra circular. A circulação de uma obra envolve diversos fatores, entre os quais podemos enumerar:

A existência ou não de espaços e canais de difusão (galerias, museus, ruas, editoras, mídias digitais e redes sociais)

A presença de agentes mediadores (curadores, editores, produtores culturais, críticos e imprensa)

Os diferentes formatos de apresentação e distribuição (exposições, publicações impressas, plataformas online e eventos)

O alcance do público e os modos de recepção e leitura da obra

A circulação trata, portanto, de onde, para quem e de que forma a obra chega ao público. No caso do filme O Agente Secreto, isso ficou evidente devido à grande repercussão que obteve. A partir de informações divulgadas pelo G1 e por outros canais de informação, observa-se que o projeto foi concebido considerando não apenas os custos de produção, mas também os gastos relacionados à circulação e à exibição do filme.

O orçamento total de produção foi estimado em cerca de R$ 27,1 milhões, e o filme contou com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio da Ancine, com um aporte de R$ 7,5 milhões da parte brasileira, além de coproduções internacionais envolvendo Alemanha, França e Holanda.

A circulação e a comercialização do filme custaram cerca de R$ 4 milhões, dos quais o Fundo contribuiu com uma parte, enquanto aproximadamente R$ 3 milhões foram viabilizados por meio da Lei do Audiovisual, que permite a pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do Imposto de Renda a obras audiovisuais selecionadas pela Ancine, por meio de patrocínio, recebendo em troca até 6% de isenção fiscal.

Ao analisar esses dados de O Agente Secreto, chegamos à conclusão de que o projeto — e não apenas o filme em si — foi concebido de forma completa, e não como uma etapa isolada, resultando em uma película a ser engavetada e esquecida.

A lição que fica para cada produtor cultural ou artista é clara: produzir é necessário, mas circular é essencial. As condições físicas e materiais para que a obra chegue ao público precisam ser pensadas e planejadas desde a fase inicial do projeto. Esse planejamento é responsabilidade do artista ou do produtor cultural e, mais do que uma questão de coerência, implica responsabilidade com o dinheiro público.


* Texto originalmente publicado como reflexão sobre produção e circulação cultural.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Uma vaca no oeste - Call Boy

  

Tira de humor: Uma vaca no oeste - Call Boy

Mas será possível? Nosso heroico Call ao procurar leite na cidade para levar em sua viagem e não encontrar bolou uma solução inusitada  que quase enlouqueceu o xerife: Sim, ele comprou uma vaca!

Call Boy é uma tira de humor criada e desenvolvida por nos, que após alguns anos mantendo o personagem na gaveta a publicamos pela primeira vez em 2019 no jornal Diário de Uberlândia.

O personagem que estava novamente na gaveta voltou a ativa, agora com uma nova vertente, sendo publicado ao menos uma vez por mês nas páginas do Diário. Hoje foi um desses dia. Segue abaixo um plint da página. 

Pagina publicada no Diário de Uberlândia

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A Revista O.Q de Quadrinhos nº 12 precisa de você!

 



Há mais de 15 anos incentivando sonhos e abrindo espaço para novos artistas, a O.Q de Quadrinhos segue fortalecendo a produção independente de HQs.
Apoie essa iniciativa, faça parte dessa história e ajude a tornar a próxima edição realidade.

 Contribua agora pelo Catarse:
https://www.catarse.me/revista_o_q_de_quadrinhos_n_12_859c?ref=project_link

Balanço de janeiro: de publicações na imprensa a eventos de HQs

O mês de janeiro esteve longe de ser monótono para o artista Jimmy Rus. O ano teve início com a publicação da crônica “Tapera”, na Antologia Subsolo 2026, já no primeiro dia de janeiro. Atuando também como cartunista, Jimmy manteve produção contínua ao longo de todo o mês, com publicações no Diário de Uberlândia — todas as quintas-feiras — e em suas redes sociais, onde divulgou charges e tiras de humor das séries Los Intelectuais, Call Boy e Venenosa & Cia.

O artista também participou de atividades promovidas pela ALU – Academia de Letras de Uberlândia, que deu início à sua programação de 2026.

Jimmy e Gabriela

O encerramento do mês ficou por conta do Udia HQ – Mostra de Quadrinhos de Uberlândia, realizada entre os dias 29 e 31 de janeiro, em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro). A data, que homenageia a produção de histórias em quadrinhos brasileiras e busca a valorização dessa linguagem artística e de seus criadores, vem ganhando cada vez mais visibilidade, superando um histórico de desvalorização e preconceito, e consolidando seu espaço entre as manifestações culturais de Uberlândia, por meio de exposições, palestras, oficinas e feira de produtos relacionados ao universo dos Quadrinhos.

João Agreli e Jimmy

Dentro dessa perspectiva, ações formativas como as oficinas de HQs cumprem papel fundamental na formação e renovação de público e no incentivo à leitura. Durante o evento, Jimmy Rus e Gabriela Ferreira ministraram uma oficina de histórias em quadrinhos na Biblioteca do bairro Roosevelt. Realizada das 9h às 11h, a atividade reuniu 18 crianças e adolescentes, que tiveram contato prático com técnicas básicas da linguagem dos quadrinhos.

Jimmy e Max Andrade

Um dos momentos mais representativos do poder de união do Udia HQ 2026 pôde ser observado na feira de encerramento, realizada em 30 de janeiro de 2026, que reuniu Jimmy Rus (Revistas O.Q de Quadrinhos), João Agreli (Bio HQ), Rosemario (Meia Cura), Getulio (Enxurrada) e o quadrinista Max Andrade, nome consolidado da produção de quadrinhos em Uberlândia.

A presença de Jimmy e de outros artistas evidencia que o evento vem se consolidando como um espaço efetivo de convergência entre diferentes perfis de quadrinistas em atuação na cena local, reunindo agentes que atuam em frentes complementares da cadeia produtiva dos quadrinhos, fortalecendo a produção local e contribuindo de forma contínua para a consolidação da cena de HQs na cidade.

Jimmy segue atuante no mês de fevereiro e sua produção artística pode ser vista e acompanhada no Diário de Uberlândia.